Unidade 11, seção 01

A fase inicial dos estudos sobre a Eletricidade



té o século XVIII o que hoje chamamos Eletricidade não passava de um conjunto de fenômenos dispersos sem uma teoria que os ligasse.

Nos anos finais desse século Benjamin Franklin identifica a existência das cargas elétricas, dá a elas os nomes de carga positiva e carga negativa e descobre que elas podem exercer intensas forças de atração ou repulsão entre si.

Esse estudo foi concluido alguns anos depois por Charles Coulomb que descreveu a força eletrostática entre duas cargas pontuais, a chamada força de Coulomb, que iremos estudar em seguida.

Ainda no século XVIII, o médico e físico italiano "Luigi Galvani" percebeu que os músculos de um animal podiam ser acionados por uma descarga elétrica. Ele conseguiu produzir movimento de membros de corpos de animais mortos aplicando neles uma pequena corrente elétrica.

Com este trabalho a eletricidade passou a estar ligada com a Biologia. A descoberta de que a eletricidade produzia o movimento dos aminais teve grande repercussão fora da Física. Essa influência alcançou a literatura inspirando, por exemplo, o livro Frankenstein, de Mary Shelley.

Na mesma época, outro físico italiano, Alessandro Volta, demostrou que a eletricidade não estava ligada somente aos fenômenos biológicos, mas que podia também ser produzida por reações químicas, fora dos organismos vivos. Ele produziu eletricidade através de reações químicas entre metais e ácidos.

Volta construiu a primeira fonte segura, e abundante, de corrente elétrica: a que hoje chamamos de "pilha de Volta", a origem das pilhas e baterias atuais. Até aquele momento a única fonte de eletricidade conhecida eram as máquinas que usavam o atrito entre vidro e metais.

Veja na imagem abaixo a pilha criada por Volta e seu esquema de construção.

Com os trabalhos de Galvani e Volta a Física saiu a era da eletrostática e entrou na era da eletrodinâmica, isto é, na era da corrente elétrica.




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